A vida é uma valsa?
Leve, pra lá e pra cá
Tranqüila e sonolenta
A vida é um tango?
Sedutora, marcante e trágica
Com pegadas fortes e lábios vermelhos
Não!
A vida é um bom e velho punk rock
Curta, crua e com três acordes
Claus Nardes
24.9.06
Relógio Moderno
Para aqueles que me dizem: nada adianta!
Digo:
" Por favor, não me atrasem!"
Claus Nardes
Digo:
" Por favor, não me atrasem!"
Claus Nardes
30.7.06
Esquinas Modernas
A moça da esquina vendia flores
Grossos lábios carminados
Simpática, anunciava os valores
Um rapaz se aproximou
Levou
Grossos lábios carminados
Simpática, anunciava os valores
Um rapaz se aproximou
Levou
Um bouquet
Para a sua noiva
Para a sua noiva
Claus Nardes
Anúncio
Comprei um roteiro
Um livro de auto-ajuda
Seja feliz
Fique de bem com o espelho
Perca a barriga
Ganhe mais dinheiro
Seja dono do seu negócio
Aprenda a cantar em três lições
Faça ligações interurbanas pagando local
Seja super feliz comendo de tudo
Compre este livro
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Aceitamos todos os cartões
(inclusive o seu)
Sua tv está velha?
Ligue pra mim, vai! Estou te esperando, humm!
Dê de presente para a sua mãe
Parcele em 24 vezes, no nosso crediário
Beba
Se beber não dirija
Se dirigir, use o nosso combustível
Passe horas de prazer no nosso motel
O melhor disco do ano, sucesso de crítica e de público
O mais vendido
O único, com uma série de vantagens
Converse com os nossos gerentes
Tenho dó do diabo
Pois, já não sobra mais nada para ele!
Claus Nardes
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Converse com os nossos gerentes
Tenho dó do diabo
Pois, já não sobra mais nada para ele!
Claus Nardes
Que seja
Que seja outro dia
Que seja outra hora
Que seja outro
Que seja outro tempo
Que seja outra pessoa
Que seja de outra forma
De outra maneira
Que seja o que se deseja
Que veja de outra forma
Que seja agora
Sem cansar de ser o mesmo
Sem cansar de ser o outro
Que seja assim
Que assim seja
Claus Nardes
Que seja outra hora
Que seja outro
Que seja outro tempo
Que seja outra pessoa
Que seja de outra forma
De outra maneira
Que seja o que se deseja
Que veja de outra forma
Que seja agora
Sem cansar de ser o mesmo
Sem cansar de ser o outro
Que seja assim
Que assim seja
Claus Nardes
30.6.06
Uma Montagem para Fernanda (ou O Andar)
Ah, essa eterna ternura
Esse andar por entre as flores despercebidas da ruptura
As variantes das avenidas que só nós, fantasmas
Temos coragem de caminhar
Onde o passo delicado do sonho
Encontra a brutalidade sórdida de neocavalos reais
Lacrimejamos perante a força dos animais
Mas sempre nos salvamos
(Guardadores de Rebanhos)
Chamam de fantasmas
os que caminham pelas avenidas de sonhos,
os que sentem dor,
os que não dormem mais,
os inquietos
Chamam de fantasmas,
os que estão realmente vivos e se recusaram a morrer
O sonho é popular
O andar é delicado e não é só
Claus Nardes
Suco de laranja
Que escândalo ver te
Tomando suco de laranja
De olhos escuros até para a noite
Que me lembraram, em um só instante
Eros e sua mãe fascinante
Claus Nardes
Tomando suco de laranja
De olhos escuros até para a noite
Que me lembraram, em um só instante
Eros e sua mãe fascinante
Claus Nardes
Só
O homem que anda em silêncio
Mede cada passo nas pedras do caminho
Com ares que beiram o flauto
É como se fosse pensativo este sozinho
Quebrou o asfalto com seu andar
E das lágrimas deixou brotar
Uma contra-mão invertida
Na curva, de saída só para caminhões
Claus Nardes
Mede cada passo nas pedras do caminho
Com ares que beiram o flauto
É como se fosse pensativo este sozinho
Quebrou o asfalto com seu andar
E das lágrimas deixou brotar
Uma contra-mão invertida
Na curva, de saída só para caminhões
Claus Nardes
31.5.06
Quem não chove?
Eu abro o meu guarda-chuva
E algumas lágrimas desabam
Meu rosto molha
Meus pés encharcam
Escorrego pelas luzes vigilantes
Mas os bueiros já estão atentos
Não deixam qu’eu me afogue antes
Não antes, de um dos seus alentos
Claus Nardes
E algumas lágrimas desabam
Meu rosto molha
Meus pés encharcam
Escorrego pelas luzes vigilantes
Mas os bueiros já estão atentos
Não deixam qu’eu me afogue antes
Não antes, de um dos seus alentos
Claus Nardes
21.5.06
Uma música para André
Caminhando contra o vento
Mas a favor da brisa
Poc...
Poc...
Curvado de causas nobres
Envergado de sonhos
Poc...
Poc...
Refutando todos os cobres
Vencendo moinhos medonhos
De forma forte diz: “São as causas perdidas que movimentam o Homem.”
Claus Nardes
Mas a favor da brisa
Poc...
Poc...
Curvado de causas nobres
Envergado de sonhos
Poc...
Poc...
Refutando todos os cobres
Vencendo moinhos medonhos
De forma forte diz: “São as causas perdidas que movimentam o Homem.”
Claus Nardes
11.5.06
?
Desisto muito fácil...................................................................................................
........................................
.
.........
..
...
Claus
........................................
.
.........
..
...
Claus
17.4.06
14.4.06
Poema Publicitário
Nunca comeu carne
Não usou drogas, nem ouviu rock n’ roll
Não fez sexo demasiadamente
Nunca mentiu
Nunca traiu
Nunca atravessou com o sinal fechado
Foi bom com todos o cães abandonados
Não sentava em banco “ainda quente de outra pessoa”
Só cagava em sua privada
Jamais comeu em fast-food
Não soube o gosto dos congelados e dos embutidos
Era anti-antibióticos
Dormia de oito a nove horas por noite
Sempre usou filtro solar
Nuca assistiu filmes pornográficos
Nem mesmo se masturbou
Guardou os domingos
Fez catecismo e sempre ia à missa
Foi coroinha do padre
Na sua infância, se quer notou as calcinhas da Xuxa
Chorou muito quando seu irmão mais velho
colocou dois soldados do Comandos em Ação
em posições comprometedoras
Tinha medo da AIDS
Por isso, esfolou a língua
esfregando-a com sabão e escovinha de lavar jeans,
após receber um beijo acidental de sua vizinha
Morria de ódio de fumantes
Morria de ódio dos bêbados
Mas era extremamente capitalista !
Morreu de forma violenta
atropelado por caminhão de lixo,
quando correu para o meio da rua
apanhar uma moeda
de cinco centavos!
Claus Nardes
Não usou drogas, nem ouviu rock n’ roll
Não fez sexo demasiadamente
Nunca mentiu
Nunca traiu
Nunca atravessou com o sinal fechado
Foi bom com todos o cães abandonados
Não sentava em banco “ainda quente de outra pessoa”
Só cagava em sua privada
Jamais comeu em fast-food
Não soube o gosto dos congelados e dos embutidos
Era anti-antibióticos
Dormia de oito a nove horas por noite
Sempre usou filtro solar
Nuca assistiu filmes pornográficos
Nem mesmo se masturbou
Guardou os domingos
Fez catecismo e sempre ia à missa
Foi coroinha do padre
Na sua infância, se quer notou as calcinhas da Xuxa
Chorou muito quando seu irmão mais velho
colocou dois soldados do Comandos em Ação
em posições comprometedoras
Tinha medo da AIDS
Por isso, esfolou a língua
esfregando-a com sabão e escovinha de lavar jeans,
após receber um beijo acidental de sua vizinha
Morria de ódio de fumantes
Morria de ódio dos bêbados
Mas era extremamente capitalista !
Morreu de forma violenta
atropelado por caminhão de lixo,
quando correu para o meio da rua
apanhar uma moeda
de cinco centavos!
Claus Nardes
Admirável novo homem
Eu sou transgênico, sou ecumênico
Sou belicista, arrogante, imperialista
Sou transeunte, divino, materialista
Mamute congelado que uma sonda achou em marte
Sou clone de uma mosca africana
Na boca da criança sul-americana
Eu sou Spock
Eu sou Andróide
Todos os meus órgãos
Foram geneticamente alterados
Vivo feliz com um coração de porco
E um cérebro de lhama
(Não é assim que se faz fama?)
Sei de cor meu código genético
Mas eu quero mais, eu quero o estético
Eu vi a múmia de Lênin
Eu vejo a múmia Yankee
Vamos todos viajar nas estrelas
nas esteiras do seu tanque
O pensamento é único
É tão comum
Eu sou o homem
Do século 21
Sou mito, sou mentira
Um religioso ateu, um cientista fariseu
Sou nasa, sou Hussain
Sou o mal, mas sei ser o bem
Sou robótica, biotecnologia
Sou micro, macro, encéfaloparalisia
Minha sujeira você comerá
Mas antes, vamos exportar guaraná
Sou barão, gergelim, imperador
Eu sou a cura para qualquer tipo de dor
Eu sou o fim do bom, talvez o fim do amor
Sou o sexo seguro do seu televisor
O out-door que diz: use, caixinha de isopor!
Meu maná já foi inseto
Meu microondas, proletário
Posso ser esse novo-rico precário
Ou um evangélico e seu relicário
Quem sabe um patuá budista
Na verdade, sou uma modelo bundista
Que veste uma roupa que já foi vaca
...E pensar, que tantas foram vacas
Só por suas roupas!
Viva a cara do menino sujo de carvão
Viva a língua, viva o palavrão
Amém avião, amem ilusão
Enquanto bombas, se desfazem pelo chão
Digo, dane-se o dna
Pois minha letargia
É só minha,
Como minha onírica poesia
O pensamento é único
O senso é comum
E eu ainda sou
O homem do século 21
Sou belicista, arrogante, imperialista
Sou transeunte, divino, materialista
Mamute congelado que uma sonda achou em marte
Sou clone de uma mosca africana
Na boca da criança sul-americana
Eu sou Spock
Eu sou Andróide
Todos os meus órgãos
Foram geneticamente alterados
Vivo feliz com um coração de porco
E um cérebro de lhama
(Não é assim que se faz fama?)
Sei de cor meu código genético
Mas eu quero mais, eu quero o estético
Eu vi a múmia de Lênin
Eu vejo a múmia Yankee
Vamos todos viajar nas estrelas
nas esteiras do seu tanque
O pensamento é único
É tão comum
Eu sou o homem
Do século 21
Sou mito, sou mentira
Um religioso ateu, um cientista fariseu
Sou nasa, sou Hussain
Sou o mal, mas sei ser o bem
Sou robótica, biotecnologia
Sou micro, macro, encéfaloparalisia
Minha sujeira você comerá
Mas antes, vamos exportar guaraná
Sou barão, gergelim, imperador
Eu sou a cura para qualquer tipo de dor
Eu sou o fim do bom, talvez o fim do amor
Sou o sexo seguro do seu televisor
O out-door que diz: use, caixinha de isopor!
Meu maná já foi inseto
Meu microondas, proletário
Posso ser esse novo-rico precário
Ou um evangélico e seu relicário
Quem sabe um patuá budista
Na verdade, sou uma modelo bundista
Que veste uma roupa que já foi vaca
...E pensar, que tantas foram vacas
Só por suas roupas!
Viva a cara do menino sujo de carvão
Viva a língua, viva o palavrão
Amém avião, amem ilusão
Enquanto bombas, se desfazem pelo chão
Digo, dane-se o dna
Pois minha letargia
É só minha,
Como minha onírica poesia
O pensamento é único
O senso é comum
E eu ainda sou
O homem do século 21
Claus Nardes
2.4.06
Meus caminhos
Eu ando pelas ruas
esbarrando em velhos fantasmas.
Como não os conheço
digo olá, e sigo sem rumo
Uns me pedem atenção
outros, um trocado
Se algum deles me pedisse uma poesia
oh deus, o que eu faria?
Claus Nardes
esbarrando em velhos fantasmas.
Como não os conheço
digo olá, e sigo sem rumo
Uns me pedem atenção
outros, um trocado
Se algum deles me pedisse uma poesia
oh deus, o que eu faria?
Claus Nardes
14.1.06
São Tomé
A imagem te movimenta
se não há imagem
nada, lhe atormenta!
Pra quê descrever?
Pra quê imaginar?
Eles preferem as miragens
e tudo aquilo que se define em cores
e invade seus olhos famintos
A imagem movimenta o mundo
e o mundo não se movimenta sem ela
Nós até tentamos, mas somo tentados!
se não há imagem
nada, lhe atormenta!
Pra quê descrever?
Pra quê imaginar?
Eles preferem as miragens
e tudo aquilo que se define em cores
e invade seus olhos famintos
A imagem movimenta o mundo
e o mundo não se movimenta sem ela
Nós até tentamos, mas somo tentados!
10.1.06
Observe
Vê?
Observas?
Olha como andam apressadas as pessoas
Rascunhos patéticos que vagueiam
Quase sem tempo
Quase sem tato
Quase sem jeito
de serem pessoas
Observe, só observe
Mas não pense no amanhã!
Claus Nardes
Observas?
Olha como andam apressadas as pessoas
Rascunhos patéticos que vagueiam
Quase sem tempo
Quase sem tato
Quase sem jeito
de serem pessoas
Observe, só observe
Mas não pense no amanhã!
Claus Nardes
Não ria da minha rima do rio
Os pezinhos brancos da menina
enrugaram-se na água cristalina
E os peixinhos, se soubessem escrever
com certeza, fariam melhor rima
Claus Nardes
enrugaram-se na água cristalina
E os peixinhos, se soubessem escrever
com certeza, fariam melhor rima
Claus Nardes
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